Augusto N. Sampaio Angelim
Porque todo homem deve ter um lugar aonde ir (Dostoiévski)
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O JÚRI ABSOLVEU OS KOMBEIROS
 
 
 
            O rumoroso assassinato de Maria Eduarda e Tarsila, terminou com a absolvição dos kombeiros Marcelo e Valfrido Lira, pelo Tribunal do Júri de Ipojuca, aqui em Pernambuco.
 
            O caso, um verdadeiro trhiler jurídico, desde o começo, entretanto, ainda parece longe de uma definição, pois os promotores que atuaram no julgamento, anunciaram que vão recorrer do veredicto. Os familiares e simpatizantes dos kombeiros estão eufóricos e, direta ou indiretamente, mandam a Justiça procurar outro(s) culpado(s); Do outro lado, o inconformismo.
 
Alegria e dor. Felicidade e tristeza. Esperança e decepção. Estes são os sentimentos mais perceptíveis com a decisão do júri. Em todos os casos judiciários polêmicos, o resultado do julgamento desencadeia esses sentimentos e, agora, neste mundo pós-moderno e conectado, isto é muito mais agudo. Milhões de informações serão postas na grande rede, por advogados, peritos, especialistas, jornalistas, parentes e simpatizantes das vítimas e dos acusados e, principalmente pelos internautas. Quem tiver tempo e se dispuser a catalogar esse processo interativo, colherá informações lógicas e outras estapafúrdias, saída das mentes e das pontas dos dedos dos milhares de jovens que se interessaram pelo caso. Não faltaram versões incríveis e, como não podia deixar de ser, inclusive pela peculiaridade do caso, se disseminarão as famosas teorias conspiratórias.
 
Daqui desta escrivaninha, não posso emitir nenhum opinião sobre o mérito do julgamento, exceto dizer que, de longe, que, conhecendo Ricardo Lapenda e Jorge Wellington, que atuaram no plenário do júri, o primeiro pela Promotoria e o segundo pela Defesa, sei que lutaram ao máximo para convencer os membros do júri de suas teses. Ambos são pessoas afáveis e dominam a arte do júri, pois não basta conhecimento jurídico para fazer um bom papel neste tribunal, é preciso aliar à técnica um dom especial e, os dois, são bons nisto. Não conheço o outro Promotor e nem o Defensor Público que atuaram ao lado de Lapenda e de Jorge Wellington. Estes dois vem de longe nas batalhas emocionantes do Tribunal do Júri, atuando em casos e mais casos, porém nenhum teve a repercussão deste e, somente agora, se tornaram conhecidos do grande público.
 
Quem apostou nos irmãos, sente agora, o refrigério da alma. Os que tem certeza de sua culpa, vergam os ombros diante da dor. Do ponto de vista estritamente jurídico, o veredicto do júri é o ponto final. É balsamo e, ao mesmo tempo, ferro que fere, a depender do sentimento de cada indivíduo.
 
Assim, caminha a humanidade entre a alegria e a tristeza causadas pelo próprio homem.
Como este caso é verdadeiro trhiler jurídico, é possível que haja um novo júri. O que dizer disto? É. Pode ser, mas, agora, a Justiça cumpriu sua missão de dar uma resposta à sociedade.

Augusto Sampaio Angelim
Enviado por Augusto Sampaio Angelim em 04/09/2010
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