Augusto N. Sampaio Angelim
Porque todo homem deve ter um lugar aonde ir (Dostoiévski)
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PEDRINHO, O VALOROSO CAVALEIRO.
 
 
 
Há muitos anos atrás havia um menino chamado Pedrinho que morava apenas com sua avó. Ele tinha nove anos de idade, mas sabia ler, nadar e adorava montar em cavalos. Um dia, infelizmente, a avó morreu e ele foi morar na casa de um bom homem. Ocorre que nesta casa, morava um outro menino, chamado Esteves que não gostava de Pedrinho e sempre punha a culpa nele, pelos malfeitos que ele próprio fazia. Certa manhã, o homem mandou que Esteves e Pedrinho fossem ao roçado pegarem dois cavalos: um preto e um branco, e os trouxessem selados até o meio-dia.
Os meninos saíram, mas, no meio do caminho, Esteves ficou jogando bola e não foi fazer o que pai tinha ordenado, enquanto Pedrinho, depois de muito esforço, pegou os dois cavalos, selou ambos e, montado no cavalo  branco, que era o mais bonito, saiu puxando o cavalo preto. Mas, como estava exausto, parou para descansar debaixo de uma frondosa mangueira. Amarrou os dois cavalos, comeu uma manga rosa e terminou adormecendo.
Esteves, que voltava do futebol, resolveu fazer uma maldade com Pedrinho, soltando o cavalo branco, afugentando-o para longe dali, levando consigo o cavalo preto. Porém, logo que ele se afastou, o cavalo branco correu para aonde estava seu amigo Pedrinho, batendo com as patas no chão, até que o mennino se acordou. Então, Pedrinho montou no cavalo branco e, numa carreira mais veloz que o vento, pegou um atalho e conseguiu chegar em casa antes que o ardiloso Esteves.
O bom homem, então, lhe perguntou sobre Esteves e Pedrinho apenas disse: logo ele chega. Dois minutos depois, Esteves chegou e  foi logo gritando: Pedrinho ficou.... Mas, nem completou a frase, pois viu o cavalo branco bebendo água e Pedrinho alisando-lhe o pescoço. Esteves ficou entristecido. À noite, quando os meninos se preparavam para dormir, o bom homem falou baixinho nos ouvidos de Pedrinho: você é um valoroso cavaleiro. Depois, quando Pedrinho estava dormindo, sonhou que era cavaleiro medieval, vestido de armadura dourada, penacho vermelho e empunhando uma lança prateada e que cavalgava nas montanhas com o cavalo branco.
Quanto a Esteves, quando ele foi dormir, o pai lhe contou estórias de bravos guerreiros persas, mas disse que ele precisava ser um menino melhor. Ele, então, dormiu, mas não sonhou com nada e ainda mijou na cama.
Augusto Sampaio Angelim
Enviado por Augusto Sampaio Angelim em 01/12/2011
Alterado em 01/12/2011
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