Augusto N. Sampaio Angelim
Porque todo homem deve ter um lugar aonde ir (Dostoiévski)
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SOBRE A BREVIDADE DA VIDA
 
 
 
 
            “Nada está mais longe do homem ocupado do que viver”, até parece uma frase de um livro de auto-ajuda, mas é de um clássico de dois mil anos de existência. De brevitate vitae, é o título de um pequeno e fascinante livro escrito por SÊNECA, filosofo nascido na Espanha romana e que serviu aos imperadores Calígula e Nero, tendo este último, de quem foi preceptor, ordenado que se suicidasse.
            Na verdade o livro é composto de cartas dirigidas a uma pessoa apenas identificada como “Paulino”, sobre quem nada se sabe.
            Partindo do princípio da finitude da vida, leciona Sêneca que, ao final, não importa o quanto se vive,  mas a forma como se vive
            O livre enriquece o espírito do leitor, dando ao homem satisfeito consigo mesmo, certeza de suas escolhas. Aos outros, aponta os caminhos para uma vida plena. 
            Nas suas poucas páginas encontramos mensagens que podem servir de alento e bússola em várias situações, sempre chamando a atenção para o (des)valor das coisas. “Assim os bens máximos são possuídos em clima de insegurança. Nenhuma fortuna inspira mais cuidados que a máxima”.  
É possível encontrar frases que sirvam para várias situações do dia-a-dia, como acontece com os livros de auto-ajuda, sem contar que, se você gostar de literatura, estará conhecendo um dos livros mais lidos da Antiguidade até hoje, um verdadeiro clássico.
A vida é suficientemente longa e com generosidade nos foi dada, para a realização das maiores coisas, se a empregamos bem. Mas, quando ela se esvai no luxo e na indiferença, quando não a empregamos em nada de bom, então, finalmente constrangidos pela fatalidade, sentimos que ela já passou  por nós sem que tivéssemos percebido. O fato é o seguinte: não recebemos uma vida breve, mas a fazemos, nem somos dela carentes, mas esbanjadores. Tal como abundantes e régios recursos, quando caem nas mãos de um mau senhor, dissipam-se num momento, enquanto que, por pequenos que sejam, se são confiados a um bom guarda, crescem pelo uso, assim também nossa vida se estende por muito tempo, para aquele que sabe dela bem dispor.”
            Boa leitura, então!
Augusto Sampaio Angelim
Enviado por Augusto Sampaio Angelim em 04/06/2012
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